São Paulo não pode parar.
O trânsito não pode parar.
O metrô não pode parar.
Mas o cidadão
(que estava parado)
acelerou o passo
e pulou na frente do trem
(que não parou).



AL NAKBA

Morreu o tempo do poema.
O poeta deliberadamente declina:
da palavra, do verso, da rima.
Quer a métrica da metralhada,
a musicalidade da bomba.
Quer responder ao fogo sionista.
Palestina: poética é a sua luta!